domingo, 4 de abril de 2010

EMARANHADO

Pelos atos insanos, lamentos.

Puros impulsos elétricos do mais vil sentimento.

Ondas mentais formadas pelo vento.

Abrem-se as asas da borboleta que persiste.

Caóticas como a estrela bailarina de Nietzsche.

Eólica como a moral que existe.

Disputam-se o retorno à vida.

Reaproximando a grande ferida.

A arte apenas enrustida.

O alvo do elogio de Rotterdam apavora.

D. Quixote ignora.

Os estóicos não embora.

Maquiavel nos ensina o cinismo arrebatador.

As armas alheias não nos trarão louvor.

Limitadas como um momento de furor.

Macbeth disse que o tempo sempre chega ao fim,

No hálito gelado do calor das ações afins.

Pronto para chegar ao Estado de Bakunin.

Cristiano Santana

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