domingo, 4 de abril de 2010

Madrugada

Sopra no meu rosto a ansiedade, carregada de dúvidas e indagações,

As respostas estão presas nos ventos, cheias de esperança.

Parei em frente à janela e vi gotas de alegria.

Os olhos verdes podiam me dizer algo sobre o futuro,

Apenas esperei as afirmações nas madrugadas,

Podia sentir a voz do alento.

As horas são como espadas afiadas prestes a cortar a pele,

Deixam cicatrizes profundas de sentimentos incertos,

Soam como mares bravios, ondas gigantes.

O sono fui cortado pelos ecos do coração.

Seguindo em direção às colinas do amor

Interrompi as exigências egoístas.

Quero o abraço do tempo e esperar o aceno da mão,

Chamando-me para o abrigo seguro

Durante as noites frias.

Ninguém viu, subiu ao meu entendimento,

A vida me preparou coisas inimagináveis,

Posso navegar nos sonhos durante a madrugada.

Cristiano Santana

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