A PONTE
Sonhei com alma inquieta, próxima do caos.
A pacificação era tão distante, indisponível ao coração.
Cerrei os olhos na busca da fluidez concreta.
As convicções eram asas rumando para um abismo,
Petrificadas, as certezas ofuscaram-se.
Diante de mim seres abissais.
Retrocedi, pura covardia, era um instinto de defesa.
Quando vi o precipício tentei firmar os joelhos trementes,
As mãos frouxas eram desalentos.
Nessa saga avistei uma ponte segura,
Era tão firme como uma rocha.
Pude perceber os raios solares sob minha pele.
Senti o calor fortalecendo meus ossos,
Quebrando o breu envolto no meu ser.
A ponte era o caminho que indicava o farol.
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