PUJANTE!
Procurei ao longo do entendimento a palavra exata,
Era vazia demais para expressar o momento,
Foi suplantada pela ação súbita.
Entreguei-me aos laços do coração,
Voei o mais alto que pude,
Vi o vento levar a cicatriz.
Provei o gosto característico da alegria.
A esperança aguardava-me sem reservas,
Pude então compreender o porquê da folha cair.
A casualidade mostra-se em cores opacas,
Inconsistente e frágil,
Destruída pelo vigor da vida.
Os gritos insanos são agora meras lembranças,
Trancafiadas no passado,
Relegados por mim.
Mais uma vez na adversidade
Escuto a voz do alento,
Pujante como a beleza da lua.
Cristiano Santana
domingo, 4 de abril de 2010
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