domingo, 4 de abril de 2010

Onírico


Um farol silenciou o rugido espesso dessa bruma pálida.
Os furacões não contiveram a leveza do amor.
Podia sentir o vento drástico em meu rosto.

As florestas petrificadas da intolerância foram devastadas pela compreensão.
Chuvas gélidas da inquietude insistiam em mostrar caminhos opacos.
Eu vislumbrava raios em montanhas íngremes, deveria entronizar a esperança.

Paisagens convictas de rancor silenciaram-se,
Foram rendidas incondicionalmente pelo som do coração.
O rio caudaloso de mágoas secou pelo brilho incandescente de um sol perene.

Numa noite rochosa ecoou o bramido latente da vida.
Presenciei indecisões, farpas, flechas...
Seriam peixes peçonhentos oriundos de um momento onírico?







Cristiano Santana

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