domingo, 4 de abril de 2010

ILHA

As ondas batem em mim com muita força,

Trazem consigo as marcas da saudade.

Na arrebentação vejo o olhar das pessoas.

Naufraguei no oceano do devaneio,

Tentando achar uma explicação lógica,

Fui acolhido pela ilha do meu ser.

Percorri a extensão do litoral,

Intencionado em encontrar sons suaves.

A brisa se despia, enganando-me mais uma vez.

Avistei uma bandeira no horizonte do oceano.

As miragens se avolumam,

A vontade de retornar pra casa é intensa.

Então percebi que fui ilha por muito tempo,

Relegando as mais belas atitudes,

Omitindo razão existencial

Cristiano Santana

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