domingo, 4 de abril de 2010

MIRÍADES DE LÁGRIMAS

Lúgubres atos, banalização da vida.

Na trilha diária,

Dramas, histórias relidas.

Veneno destilado,

Farpas arraigadas,

Caos consumado.

Brutalmente arrebatam luzes vitais.

Brindam ao ódio e ao ressentimento.

Pedras de tropeço que estilhaçam vitrais

Na frieza demente, desapontamentos.

Percepções opacas.

Reles sentimentos.

Entorpecidos pelo ódio insano,

Vislumbram felicidade nebulosa.

Chuva de engano.

Pontiagudos espinhos.

Estradas da ambição,

Loucos caminhos.

Ócio, oficina do agouro.

Chuva ácida.

Fábrica de choro.

Cristiano Santana

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