Montanhas
Naveguei em um mar de rosas fugindo das tormentas, percebendo que havia rupturas em cada dia.
Celebraria cada instante se houvesse a certeza de que o vento não mudasse bruscamente de direção.
Rasguei a noite com um pensar, perdido em algum sonho poderia alcançar topos de montanhas geladas.
Realcei o esmagamento contínuo do atroz, ser tão desumano traria chagas.
Vivendo em cavernas em que o breu prevalecia, os pensamentos se desintegravam com o medo.
Raios de sol iluminaram o caminho sinuoso pavimentado com lembranças.
Havia uma centelha plantada nessa terra árida,
Parecia incoerente, mas ali brotara algo que não era debalde,
Que carregava essências vitais, arborizando montanhas íngremes.
Cristiano Santana
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