IMORTAL
Vi uma abelha ao longo do bosque,
Fiz questão de apreciá-la, era peculiar sua forma,
Não existia outra igual, raríssima no modo de voar.
Procurava néctar entre as flores,
Cortava o vento com esperteza.
Sei, era independente nos ares.
Polinizava com alegria as plantas.
Claro, sua ferroada era potente,
O veneno era quase mortal.
Havia uma aparente fragilidade em sua face,
Contudo, era aguerrida de forma extravagante,
Suas asas incontidas necessitavam de liberdade.
Prodigiosa, não teve jeito, coloquei-a num âmbar,
Agora é perene, presa nas lembranças;
Imortal nas palavras singelas da poesia.
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