domingo, 4 de abril de 2010

IMORTAL

Vi uma abelha ao longo do bosque,

Fiz questão de apreciá-la, era peculiar sua forma,

Não existia outra igual, raríssima no modo de voar.

Procurava néctar entre as flores,

Cortava o vento com esperteza.

Sei, era independente nos ares.

Polinizava com alegria as plantas.

Claro, sua ferroada era potente,

O veneno era quase mortal.

Havia uma aparente fragilidade em sua face,

Contudo, era aguerrida de forma extravagante,

Suas asas incontidas necessitavam de liberdade.

Prodigiosa, não teve jeito, coloquei-a num âmbar,

Agora é perene, presa nas lembranças;

Imortal nas palavras singelas da poesia.

Cristiano Santana

Nenhum comentário:

Postar um comentário