domingo, 4 de abril de 2010

A ROCHA

Envolto num casulo, cerro os olhos.

Imagino um lugar perene, sons suaves.

Há lágrimas de júbilo; o oposto das de hoje.

Existe um Rei, fiel aos seus súditos,

Complacente de forma extravagante,

Capaz de guiar-nos pelas veredas.

Suas palavras ecoam pelos arautos,

O vento não pode contê-las,

São vivas e eficazes.

Percorrem todo o coração do ser,

Avassaladoras, acalentam meu espírito:

“Coragem! Coragem! Coragem!”.

Ali não há lugar para a insensatez,

Está reservado para os prudentes

Que edificaram suas casas sobre a Rocha.

Cristiano Santana

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