A ROCHA
Envolto num casulo, cerro os olhos.
Imagino um lugar perene, sons suaves.
Há lágrimas de júbilo; o oposto das de hoje.
Existe um Rei, fiel aos seus súditos,
Complacente de forma extravagante,
Capaz de guiar-nos pelas veredas.
Suas palavras ecoam pelos arautos,
O vento não pode contê-las,
São vivas e eficazes.
Percorrem todo o coração do ser,
Avassaladoras, acalentam meu espírito:
“Coragem! Coragem! Coragem!”.
Ali não há lugar para a insensatez,
Está reservado para os prudentes
Que edificaram suas casas sobre a Rocha.
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