domingo, 4 de abril de 2010

PERGUNTA

Elevo o olhar numa manhã fria, as perguntas são tantas.

Perco-me nas indagações existenciais.

Os anos se desvanecem nas danças.

Sei de cor os passos dados, rumam para o horizonte desconhecido.

Sempre há vantagem no mistério,

Ao lado de um favor imerecido.

As inquietudes são como joelhos trementes.

Formam teias de perguntas,

Fundem-se às ações inconscientes.

Impaciente, forjo uma felicidade.

Releguei alguns sentimentos,

Eram torpes demais, dura realidade.

À deriva, no mar do orgulho.

Os passos falsos de um andarilho,

Durmo sempre sem fazer barulho.

Cristiano Santana

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