PERGUNTA
Elevo o olhar numa manhã fria, as perguntas são tantas.
Perco-me nas indagações existenciais.
Os anos se desvanecem nas danças.
Sei de cor os passos dados, rumam para o horizonte desconhecido.
Sempre há vantagem no mistério,
Ao lado de um favor imerecido.
As inquietudes são como joelhos trementes.
Formam teias de perguntas,
Fundem-se às ações inconscientes.
Impaciente, forjo uma felicidade.
Releguei alguns sentimentos,
Eram torpes demais, dura realidade.
À deriva, no mar do orgulho.
Os passos falsos de um andarilho,
Durmo sempre sem fazer barulho.
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