domingo, 4 de abril de 2010

Manuscrito


Pintei o quadro mais belo com as palavras.
Eram cores existentes no oásis da consciência.
Pude sentir-me seguro no emaranhado de sonhos.

Os pincéis eram usados de forma frenética.
Posicionei-os de forma a alcançar os corações,
Trazendo escape para a inquietude.

Pretensiosamente vociferei contra os ares,
Causei rupturas significativas na covardia.
Os elos do lugar-comum desvaneceram.

Queria dar um basta à mediocridade existente.
Imortalizei por meio de palavras a vida.
Alguém lerá os manuscritos das percepções.

Não será em vão cada palavra próxima das paisagens,
As cores opacas não prevalecerão,
Ontem fui coadjuvante, hoje pintor.

Cristiano Santana.

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