domingo, 4 de abril de 2010

Pétalas

Senti que o dia é dor por dor,

A plenitude do tempo é o objetivo,

Há caminhos de jardins selvagens.

Ouso falar de alegria, o tema da chuva traz alento.

As flores sempre murcham na trilha do ódio,

Os ressentimentos corroem a torre da vida.

Nas noites desabitadas percebi meu silêncio,

Os sinos eram obsoletos, não me agradavam.

Sangravam os sons nítidos ao meu redor.

O tempo foi dobrado, despedaçado pela esperança;

Ainda percebo a verdade no espelho.

As pétalas não estão perdidas.

Nada pode matar meu melhor; é eterno.

Supliquei a revelação dos mistérios,

Ouço a voz suave de um Rei.

Cristiano Santana

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